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Técnico da Agevisa apresenta dados sobre avanço da dengue
O Estado de Rondônia registra um aumento de 196,47% em notificações de casos de dengue, em relação ao mesmo período do ano passado. De março a outubro deste ano foram registrados 13.682 notificações, contra 4.615 em 2015. Também há crescimento em casos confirmados: até outubro, 4.296 casos da doença foram confirmados no Estado. Em 2015, foram 1.351 casos positivos.
Os dados são do setor de estatísticas da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e foram apresentados nesta segunda-feira (07), durante reunião do Comitê Estadual de Combate à Dengue, realizada na Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), em Porto Velho.
Na pauta, ações estratégicas e preventivas para conter o avanço da doença em todos os municípios de Rondônia. Foram debatidos temas como: ações de controle planejadas para o período considerado crítico, o cenário da dengue, zika e chikungunya no Estado, as dificuldades dos municípios, entre outros assuntos.
De acordo com a diretora-geral da Agevisa, Maria Arlete Baldez, um dos objetivos de todos os comitês de combate à dengue, em todo o país, é trazer para compor a força-tarefa órgãos ligados ao meio ambiente. A proposta foi apresentada em Brasília, no início de outubro deste ano, durante reunião com técnicos do Ministério da Saúde (MS).
Eles vão atuar na fiscalização de ações de recolhimento de pneus – maioria é descartada de forma errada, passando a ser criadouro do mosquito -, fiscalização na exposição e coleta de lixo, orientando a população a retirar o lixo para a frente das casas apenas nos dias confirmados de coleta em cada bairro. De acordo com Arlete Baldez, os órgãos de meio ambiente atuariam ainda na fiscalização de esgoto, além de fazer contato com empresas que trabalham com reciclagem de pneus.
NOS MUNICÍPIOS
Baldez disse que a maioria dos municípios não vem fazendo o dever de casa no controle ao vetor, visita casa a casa, entre outras ações definidas pelo comitê. Um dos problemas enfrentados é a falta de agentes de combates a endemias (ACE).
Além da falta de pessoal, os que estão na ativa estariam se recusando a fazer o trabalho alegando risco de contaminação pelo inseticida malathion. De acordo com Arlete Baldez, os ACE de várias cidades alegam que não podem levar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) – já distribuídos pelo governo de Rondônia -, para lavar em suas casas. A operação poderia contaminar seus familiares.
Sid Orleans, membro do comitê, disse que a determinação do Ministério da Saúde é para que o EPI seja lavado – em máquinas comuns – no próprio local de trabalho do ACE, já que o malathion é diluído em água e a possibilidade de contaminação com resíduos que possam ficar nos equipamentos é mínimo.
Para proteger os servidores, o Estado realiza a cada três meses, exame para medir a taxa de colinesterase plasmática. Caso haja alteração na taxa orientada pelo Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS), o servidor é transferido para outras funções até o fim do tratamento.
Sid informou ainda que há grande resistência dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de realizar as visitas domiciliares para identificar e notificar às secretarias municipais de saúde sobre possíveis criadouros de mosquitos.
Alerte Baldez informou que o Estado já adquiriu toda a cota necessária para o controle vetorial com pulverização de inseticida, tanto nas viaturas com bombas acopladas, compradas pelo Estado e entregues às prefeituras, quanto nas operações de campo onde é usada a “bomba costal” – equipamento de pulverização afixado na costa do ACE. No total, 20 mil litros de malathion foram entregues ao governo de Rondônia, para atender todas as cidades.
SECRETÁRIOS
Arlete Baldez adiantou que uma reunião para solucionar todos esses problemas apontados pela Agevisa está marcada para janeiro de 2017, com todos os secretários de saúde dos municípios. A meta é definir uma agenda pactuada e divisão de tarefas para conter o avanço da doença em Rondônia.
Apesar dos números altos em relação ao ano passado, ainda não há nenhuma cidade em estado de alerta. O objetivo é avançar na estratégia no período crítico, que iniciou em novembro, para que as cidades que estão em avaliação de zona satisfatória ou de alerta, não evoluam para zona de surto, disse Baldez.
O comitê trabalha com a expectativa de ter na força-tarefa cerca de 400 homens das Forças Armadas. Eles vão passar por um treinamento para atuar nas frentes de controle vetorial.
O Estado vai oferecer, além do treinamento, bolsa – com kit com larvicida – e equipamentos de proteção individual (EPI).
O comitê quer manter este ano a mesma estratégia de 2015: envolver alunos das redes estadual e municipal, em todas as cidades, para atuar como multiplicadores de informações e ações para evitar a proliferação de possíveis focos e criadouros do mosquito.
Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia
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