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Auto Posto Ariquemes

Data: 01/03/2019 Compartilhe esta notícia

 O DESASTRE DO ODRE VELHO

Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos. Salmo 119:83

           Odre defumado é odre envelhecido. Sou antigo, sou velho como Davi, mas ainda não me esqueci do concerto da graça feito com Abraão. Os decretos eternos ainda não foram substituídos. A graça nunca foi temporária ou provisória. Por isso, o evangelho acaba escandalizando a religião construída na esteira da história exalando a pecado e transpirando pelo esforço da carne.

Jesus foi consultado por uma turminha que achava esquisita a falta do jejum entre os seus discípulos. Essa gente ardilosa apontava para os discípulos de João e dos fariseus como sendo praticantes exemplares dessa disciplina da alma, e indagava de Jesus a ausência desta matéria entre os alunos do Mestre da Galiléia.

Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. Lucas 5:34-35.

A partir desta resposta o Senhor lhes conta uma parábola bem esclarecedora para mostrar o equívoco da religião do mérito. Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Lucas 5:36-37.

Jesus vai tratar aqui nesta parábola de um modelo já ultrapassado. O Judaísmo vigente em sua época era um sistema arquitetado no tempo em que o povo Judeu estivera escravo na Babilônia. Tratava-se de um recipiente formatado na mentalidade humanista e que havia se tornado arcaico e sem qualquer significado para a realidade nova que estava em processo na vida da nova comunidade da Galiléia.

A fé cristã em andamento não cabia neste odre enrijecido, atrofiado e prestes a se romper com a expansão natural do mosto novo em sua força efervescente. Um odre esclerosado e inflexível não suporta a dilatação causada pelo frescor do vinho jovem. O sistema religioso do velho judaísmo não aguentaria a amplitude da liberdade cristã.

Para Jesus, o vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. Lucas 5:38. As novas do Evangelho devem ser acondicionadas em odres novos. A greve de fome não pode subsidiar a fartura do Pão. A tristeza do velório não consegue garantir a festa do casamento com a sepultura escancarada. O modelo da obediência a fórceps sacado pela lei, nada tem a ver com a obediência patrocinada pelo amor incondicional.

Nós precisamos entender a velhice de uma proposta, sem, contudo, nos atrelar à terrível caduquice de qualquer sistema que tenha sido condenado por Jesus. O Cristianismo, pelo tempo decorrido, já é um odre na fumaça, todavia, é imperioso ver a sua atualidade. Vamos procurar descobrir aqui aquilo que é permanente no estilo cristão; aquilo que foi introduzido pelos adversários camuflados; e aquilo que faz parte do momento histórico.

A fé cristã já tem bastante tempo, mas continua jovem e renovando-se. O que envelhece no processo é o religioso que nela foi implantado. Há muitas coisas que foram adicionadas ao cristianismo que nunca fizeram parte da sua essência. São apêndices exógenos que lhe têm maculado a sua história.

O permanente é o amor incondicional de Abba; é a Casa da liberdade de um Amor sem limites e sem fronteiras. Os mandamentos da fé cristã se reduzem a amar. O culto cristão é a festa da ágape em comunhão familiar, conduzido pelos dons espirituais. A igreja, portanto, não se parece em nada com uma sinagoga gerada na escravatura da Babilônia.

O odre judaico já se encontrava “mochibento” e seco. Este sistema arcaico funcionava sob a influência política de uma hierarquia sacerdotal conspurcada nas fortalezas de Anu, isto é, no panteão sombrio do deus das trevas, fomentado pela filosofia humanista da confusa revolução lenta e sutil de Ninrode. Vejamos Gênesis 10:10-11.

No tempo de Jesus, o judaísmo não tinha mais a Arca da Aliança no lugar Santo do templo, mesmo assim, o Sumo Sacerdote entrava, anualmente, no dia da purificação, naquele lugar Santo, para espargir o sangue no propiciatório. Mas onde estava a Arca? O quê é feito do propiciatório? Era tudo um teatro? Sim, não havia mais a realidade do culto.

O odre judaico fora estragado pela fumaça do humanismo babilônico. O fogo ardente das vaidades havia coberto de fuligem a estrutura da religião marcada pelas paixões carnais.

A Babilônia tem uma história longa com Israel. Abraão foi retirado de lá, mas o velho babilonismo o perseguiu para tentar sequestrar o seu sobrinho na conspiração dos quatro reis conta cinco. Gênesis 14. Além do que, foi longa a demolição desta cultura na vida do patriarca. Do seu segundo chamado em Aran até a oferta de Isaque no monte Moriá foram cerca de 45 anos de desconstrução. Teria chegado ao fim? Que nada.

Essa historia do humanismo religioso tem outros episódios insinuantes. Logo que o povo de Israel entrou na terra prometida, uma capa babilônica aparece nos escombros tentando um dos descendente de Judá com seu estilo das aparências. Acã foi seduzido pelo modelo esnobe do sobretudo que lhe proporcionava uma boa imagem.

Vemos aqui neste episódio que a casca parece valer mais do que o cerne. Este "espírito" babélico é o mundo dos modelitos e das grifes que se preocupam com a fachada. Há um grande perigo com o julgamento baseado na conduta externa, tanto no que diz respeito ao orgulho como a falsa humildade. As capas da Babilônia dão status e as suas togas revelam poder. Por isso, muito cuidado com as fatiotas, elas escondem perigos.

Vejamos a estratégia dos gibeonitas, um dos povos que habitavam a terra prometida. Deus havia dito que todos os povos que moravam em Canaã deveriam ser exterminados. Então, os habitantes de Gibeão usaram de uma camuflagem para se manterem vivos. (Na boa hermenêutica, só a morte do velho Adão pode garantir a ressurreição da nova raça).

Eles se vestiram de roupas velhas e traziam pães bolorentos e odres gastos para dizer que vinham de um terra distante e que tudo aquilo era novo quando eles saíram de sua terra, e que pretendiam fazer uma aliança com Israel. Josué 9.

Com esta estratégia eles se passaram por estrangeiros distantes e acabaram por fazer uma aliança com Israel. Josué e os anciãos não consultaram ao Senhor e realizaram um pacto com eles baseado nas aparências. As roupas gastas, os odres remendados e os pães embolorados foram as artimanhas da justiça própria para engambelar os tolos.

Quando Josué e os lideres descobriram a farsa já era tarde. Eles estavam sob a proteção de um juramento, e o único castigo foi torná-los rachadores de lenha e carregadores de água, mas isto teve um custo alto. O acordo descabido e a presença dos gibeonitas no meio do povo de Deus causou consequências sérias. 2 Samuel 21:1-9.

As aparências enganam. A ética humanista é semelhante à ética cristã na exterioridade, contudo, bem diferente em sua motivação e natureza. A capa da Babilônia é de faixada, promovida pela justiça própria e a vanglória. O que conta, neste caso, é a conduta correta e o estilo garboso, enquanto a ética cristã se fundamenta no amor que procede da vida de Cristo que se manifesta no coração da nova criatura em humildade e mansidão.

Olhando de fora os comportamentos de ambos parecem iguais, mas analisando as intenções vemos uma abismo no meio. Um é forjado na justiça do homem, todavia, o outro, no amor de Deus. O humanismo é quase perfeito na ética estética, mas um desastre na ética intrínseca. O teatro é espetacular. A vida no camarote é um caos.

O odre do judaísmo pós babilônico é do estômago de bodes e encontra-se seco, duro e ríspido. O odre da igreja é construído pelas vísceras do Cordeiro de Deus que se renovam cada manhã pelas misericórdias de Abba. É um recipiente novo e que se expande no processo dinâmico da história.

Enquanto o velho sistema se preocupa com o patrimônio terreno, bem como os usos e costumes de uma sociedade amancebada com o mundo carrasco, a nova comunidade emancipada focaliza-se no Bem Supremo em favor das pessoas que Deus ama.

A igreja é um povo em peregrinação rumo à Nova Jerusalém. É uma coletividade viva e evolutiva que se renova sempre. É um corpo comunitário governado pelo Amor Soberano que determina as funções de acordo com os dons corporativos distribuído de modo bem equilibrado pelo Espírito Santo. Romanos 12:3-7.

Quando, no princípio da história cristã, a igreja ia quebrando a casca do velho odre judaico e construindo o seu odre particular, ela teve que viver muitos anos nas catacumbas, rompendo o sufoco do modelo controlador dos judaizantes que nunca se deram por descartados deste contexto. Essa é uma tiririca persistente, que depois de Teodósio conseguiu engessar, com toda a armadura babilônica, a leveza da fé cristã.

O cristianismo romano retornou ao modelo arcaico do judaísmo babilonizado e a igreja foi modelada no esquema do império decadente. Temos assim um odre velho, hierarquizado, cheio de conchavos querendo manter o vinho novo em expansão em seu sistema roto e enrijecido. Não era possível; daí as muitas rebeliões.

A história da igreja mostra muitas tentativas de grupos conscientes que buscavam a via de libertação e que foram sufocados como hereges. Mesmo assim, um fogo de monturo sempre queimou por baixo dos escombros trazendo a esperança de uma nova realidade.

A reforma foi uma estocada violenta no velho sistema, entretanto, como dizia Dr. Purim, meu ilustre professor, "nós saímos do catolicismo, mas o catolicismo não saiu de nós". O sistema protestante ainda traz as vestes sacerdotais dentro de um clero esclerótico.

Precisamos de luz em nossa caminhada. Precisamos de uma visão clara do modelo da graça plena. Precisamos encontrar aquele odre que permita o desenvolvimento alegre com singeleza de coração em que se manifestem os quatro suportes importantes para a preservação desse vinho novo. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Atos 2:42.

www.piblondrina.com.br 

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