25 de Janeiro de 2010 19:34:25
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Data: 04/10/2021 Compartilhe esta notícia

Força Aérea Brasileira intercepta aeronave irregular e força pouso no Aeroclube de Ariquemes – PM, PRF e Canil fizeram varredura no avião

 

          Um fato atípico chamou a atenção da população de Ariquemes que se encontrava nas proximidades do Aeroclube na tarde desse domingo, 03/10. Foi possível visualizar por volta das 17h20m o pouso de uma aeronave de cor branca, e logo atrás desta, outra aeronave de cor escura, a qual, ao invés de pousar também, ficou realizando manobras de sobrevoo em cima da pista, localizada em área próxima da Av. Hugo Frey. Logo em seguida pode-se observar algumas guarnições da Polícia Militar e uma guarnição da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que se deslocaram ao local minutos depois do pouso. Populares curiosos se aglomeraram em volta do alambrado do clube, no intuito de saber o que estaria acontecendo. A equipe de reportagens do Site Ariquemes190 e Canal 35.1 Digital, esteve presente no local e foi informada que a primeira aeronave tratava-se de um bimotor prefixo PT-ODU que havia desobedecido à ordem de abordagem, da segunda aeronave, que faz parte da “cavalaria da Força Aérea Brasileira (FAB)”, sendo a primeira aeronave classificada como hostil.

          No Brasil vigora a Lei 9.614/1998 (conhecida como Lei do Abate) que permite a aterrisagem forçada e até mesmo o abate de aeronaves hostis, após não haver resposta dos protocolos explícitos na Lei. A interceptação de uma aeronave supostamente hostil começa com um alerta nos radares da Força Aérea Brasileira (FAB). Todos os aviões e helicópteros que voam pelo espaço aéreo brasileiro precisam ter um plano de voo definido e aprovado, o que também é um procedimento padrão na aviação mundial. Quando uma aeronave não segue essa ordem, inicia-se uma série de procedimentos de identificação e alertas, que se não forem respeitados podem levar a medida de “destruição”, como define o código da Aeronáutica. O contato começa por rádio, onde é pedido que a aeronave e tripulação sejam identificados imediatamente e revelem sua rota. Se o chamado não for respondido, a FAB envia a “cavalaria”. Nesse caso, podem ser destacados os caças F-5 e A-1 ou até o turbo-hélice Embraer Super Tucano e o helicóptero de ataque AH-2 Sabre. Ao encontrarem a aeronave suspeita, os pilotos da FAB repetem os procedimentos de identificação e novo curso a ser seguido, mas desta vez com contato visual direto. Se a nova ordem não for acatada, é iniciado o procedimento de “persuasão”. O caça se posiciona na traseira do avião não identificado e inicia uma sequência de disparos de alerta com munição traçante (uma bala com uma espécie de recurso pirotécnico que a torna visível). Se nem essa ação surtir efeito, a aeronave não identificada é enfim classificada como “hostil” e um oficial do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) ou até o presidente (ou um membro delegado diretamente) pode autorizar a medida de destruição. Como descrito no decreto presidencial nº 5.144, de julho de 2004, a medida de destruição “consiste no disparo de tiros, feitos pela aeronave de interceptação, com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave hostil e somente poderá ser utilizada como último recurso e após o cumprimento de todos os procedimentos que previnam a perda de vidas inocentes, no ar ou em terra”. A medida de interceptação da FAB, que ficou conhecida como “Lei de Abate”, visa deter principalmente aviões que transportam drogas, na maioria modelos de pequeno porte, que voam tanto em território nacional como entre as fronteiras. Os mesmos procedimentos também podem ser aplicados em interceptações de aviões a jato ou até modelos militares de outros países, caso classificados como hostis. (site AIRWAY).

         No caso em questão, ocorrido na tarde de domingo em Ariquemes, os tripulantes foram abordados e revistados, assim como também a aeronave recebeu uma varredura, a fim de localizar algum ilícito. O Canil do 7° BPM foi acionado para auxiliar os policiais na busca de produtos entorpecentes, mas nada de ilícito foi encontrado. Aos policiais, o piloto da aeronave relatou que não havia ouvido os alertas emitidos pelo Comando da FAB, nem os alertas da aeronave de cavalaria, tendo ouvido somente quando se aproximou de Ariquemes, quando o alerta de abate já teria sido proferido. Após a coleta de informações, o Boletim de Ocorrência Policial foi registrado, para posterior tomada de providências.

         Mais informações no Programa Bronca da Pesada, que vai ao ar a partir das 11 horas, com reprise às 20 horas, pela TV do Povo Canal 35 e agora no Digital 35.1, filiada Rede Meio Norte.

 

FONTE: ARIQUEMES190.COM.BR

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