Neta é Suspeita de Homicídio Qualificado Contra Avô e Tentativa Contra Avó – Confira reportagem que foi ao ar pelo Canal 35.1 - Vídeo
Garimpo Bom Futuro, RO – Uma ocorrência chocante abalou a tranquilidade do Distrito de Garimpo Bom Futuro na noite de 24 de fevereiro de 2026, quando José Lucas dos Santos Filho foi brutalmente assassinado e sua esposa, Maria Aparecida Higino dos Santos, sofreu uma tentativa de homicídio qualificado. A principal suspeita é a neta do casal, L. dos S., com possível apoio logístico de G. D. de S..
O Chamado e a Descoberta
Por volta das 21h07min, a guarnição da Polícia Militar, composta pelo SGT J. Martins e CB Godoy, foi acionada via telefone funcional por R., filha das vítimas, que havia sido alertada por um vizinho sobre gritos de socorro vindos da residência de seus pais, localizada na linha C65, travessão B10, zona rural. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Maria Aparecida Higino dos Santos ferida por arma de fogo, mas ainda com vida, e José Lucas dos Santos Filho caído ao solo, inconsciente.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi imediatamente acionado. A primeira equipe, com a enfermeira Deusuita e o condutor Washington, prestou os primeiros socorros a Maria Aparecida, encaminhando-a ao Hospital de Ariquemes. Posteriormente, a médica Ana Clara (CRM 7688) confirmou o óbito de José Lucas dos Santos Filho, que apresentava três perfurações por arma de fogo: duas nas costas e uma na nuca, indicando uma execução pelas costas.
O Relato da Sobrevivente
Maria Aparecida Higino dos Santos, em depoimento ainda no local, narrou os momentos de terror. Segundo ela, sua neta, L. dos S., chegou à residência e pediu que o casal se sentasse no sofá para conversar. Em um ato inesperado, L. saiu da casa e retornou armada, efetuando disparos contra José Lucas dos Santos Filho pelas costas, atingindo-o fatalmente.
Em seguida, L. voltou-se contra a avó, disparando e atingindo sua boca. Maria Aparecida tentou se proteger correndo para o banheiro, mas foi novamente alvejada, desta vez no peito. A agressora tentou um novo disparo, sem sucesso, momento em que a vítima fingiu-se de morta, o que levou à cessação da agressão e à fuga da suspeita. Em um ato de desespero e resiliência, mesmo baleada, Maria Aparecida conseguiu enviar um áudio em um grupo de WhatsApp pedindo socorro, o que alertou sua filha R. e, consequentemente, a polícia.
Fuga e Suspeita de Apoio
L. dos S. evadiu-se do local em um veículo, possivelmente uma caminhonete Hilux de cor vermelha. A vítima sobrevivente informou que a neta pode ter contado com o apoio de seu namorado, G. D. de S., o que reforça a hipótese de um crime premeditado e com concurso de pessoas.
Testemunha e Providências Policiais
Um vizinho, V. M. da S., relatou à guarnição ter ouvido os gritos de socorro e o som de um veículo saindo em alta velocidade. Ele foi quem acionou a Polícia Militar e contatou R.. O local do crime foi isolado para a perícia, conduzida pelo perito Rodrigo Folador. Fotografias da cena e das vítimas foram anexadas ao registro da ocorrência, e a funerária de plantão foi acionada para a remoção do corpo.
A guarnição de Garimpo Bom Futuro contou com o apoio da equipe de Alto Paraíso, composta pelo SGT Ivon, SGT Melo e CB Renato Silva, nas diligências iniciais e segurança do perímetro. Até o momento, as buscas por L. dos S. e G. D. de S. não obtiveram êxito. O caso foi encaminhado à autoridade judiciária competente para as devidas investigações.