Florianópolis amanheceu abalada na sexta-feira (21) com a confirmação da morte de Catarina Kasten, 30 anos, estudante de pós-graduação da UFSC. Ela foi encontrada sem vida na trilha que leva à Praia do Matadeiro, no Sul da Ilha. As informações reunidas pela Polícia Militar, Polícia Civil e moradores ajudaram a reconstruir o percurso da vítima e do suspeito, e o caso passou a ser investigado como feminicídio. Segundo o portal Agora Floripa, a ocorrência mobilizou equipes ao longo de toda a manhã e causou profunda comoção entre familiares, amigos e a comunidade universitária.
O desaparecimento e o início das buscas
Catarina deixou sua casa por volta das 6h50 para ir a uma aula de natação na Praia da Armação, trajeto que costumava fazer atravessando a trilha do Matadeiro. Quando ela não apareceu no treinamento e tampouco retornou para casa no horário esperado, seu companheiro acionou a Polícia Militar por volta das 10h, dando início às buscas.
Moradores relataram ter encontrado objetos pessoais da jovem — como itens de banho — logo no início da trilha. Equipes do 4º Batalhão, do Tático e voluntários da comunidade passaram a percorrer a região, enquanto mensagens em grupos de natação compartilhavam novas informações sobre pertences localizados no caminho.
Imagens que direcionaram a investigação
Durante as buscas, moradores disponibilizaram imagens de câmeras de segurança instaladas próximas ao acesso da trilha. Às 6h05, as gravações mostram um homem andando pelo local, escondendo-se atrás de uma lixeira comunitária e observando o movimento na direção da trilha. Ele usava camisa azul de time, calça jeans clara e tênis preto. Minutos depois, seguiu pela mesma rota que Catarina utilizaria.
Esses registros foram fundamentais para levar os policiais até a casa alugada pelo suspeito, na Armação.
Encontro do corpo e atuação das equipes
Por volta das 14h, turistas localizaram o corpo de Catarina entre uma pedra e um trecho de mata densa, em área de difícil acesso. Polícia Civil, IGP, equipes periciais e o SAMU foram acionados imediatamente. De acordo com informações do Agora Floripa, havia sinais de violência, e o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado