25 de Janeiro de 2010 19:34:25
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Data: 15/09/2025 Compartilhe esta notícia

 

Plano que cria Parque Nacional Tanaru em Rondônia é homologado pelo STF

Área de 8 mil hectares preservará memória do “Índio do Buraco” e patrimônio ambiental da Amazônia.

 

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quinta-feira (11) o plano de trabalho para a criação do Parque Nacional Tanaru, em Rondônia, na fronteira com a Bolívia. A decisão histórica transforma em unidade de conservação um território de cerca de 8 mil hectares, onde viveu por mais de duas décadas o último representante do povo Tanaru, conhecido como o “Índio do Buraco”.
 
A criação do parque deve ser oficialmente anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril de 2026. O projeto é resultado da ADPF 991, que trata da proteção de territórios de povos indígenas isolados ou de recente contato. A União será responsável por enviar relatórios semestrais ao STF sobre cada etapa do cumprimento do plano.
 
 
Fachin classificou a decisão como uma “reparação da histórica violência e vulnerabilização sofrida pelos povos originários”, ressaltando ainda a importância de preservar o patrimônio ambiental, cultural e arqueológico associado ao povo Tanaru.
O legado do “Índio do Buraco”
 
Tanaru resistiu ao contato com não indígenas até sua morte, em 2022. Isolado na floresta por 26 anos, construiu casas, cultivou alimentos e deixou como enigma os buracos cavados dentro de suas habitações — um mistério que intriga indigenistas e antropólogos até hoje. Sua trajetória ficou registrada em tentativas de contato da Funai e no documentário Corumbiara (2009).
 

Sua morte representou a extinção do povo Tanaru, mas também reacendeu o debate sobre o destino da terra. Produtores rurais argumentaram contra a demarcação, alegando ausência de população indígena, enquanto procuradores e defensores de direitos indígenas sustentaram que o território deve ser protegido por sua história e por representar um símbolo da luta contra as atrocidades cometidas contra povos isolados.

Relevância para Rondônia

A decisão é especialmente significativa para Rondônia, um dos estados mais pressionados pelo avanço do desmatamento na Amazônia. A transformação da área em parque nacional reforça a necessidade de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e a memória dos povos originários.

Ao consolidar a área como unidade de conservação de proteção integral, o STF assegura que a floresta de Tanaru permanecerá intocada, servindo de marco simbólico contra o genocídio cultural e ambiental que marcou a história da região.

FONTE: PORTAL DA CIDADE PORTO VELHO

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