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A procuradora da República Zani Cajueiro, do Ministério Público Federal em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, que atua no caso do ataque ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante pela agressão, mostrou "lucidez e coesão" em seu raciocínio na audiência de custódia realizada no município mineiro na sexta-feira (7), um dia após sua prisão. A avaliação da procuradora contrasta com a alegação de insanidade mental que a defesa do pedreiro de 40 anos tem feito.
"No que tange à lucidez, no curso da oitiva na audiência de custódia, o raciocínio do preso era absolutamente coeso, sem lacunas. Externalizou que discordava do candidato Bolsonaro em vários pontos. Não demonstrou a princípio nenhum sinal de insanidade mental", afirmou.
Uma dentre os três procuradores que atuam na Procuradoria da República no Município de Juiz de Fora, Zani Cajueiro frisou que o investigado tem segundo grau completo e se mostrou bem articulado ao depor sobre o crime que confessou. Segundo ela, Adélio Bispo de Oliveira disse que não gostaria que Bolsonaro fosse presidente da República porque acha que ocorreria algum tipo de perseguição a certos grupos.
"Ele (Adélio) disse que fez uso de medicação controlada, já se consultou com psiquiatras, neurologistas, todos esses fatos levantaram suspeitas quanto ao estado de saúde mental dele no momento da ação", disse o advogado à Coluna do Estadão. Ele disse que utilizará declarações do cliente de que "recebeu uma ordem de Deus para tirar a vida de Bolsonaro" - afirmação feita em depoimento.
Também em depoimento, Adélio se identificou como de "esquerda" e afirmou que Bolsonaro "defende ideologia diametralmente oposta, ou seja, de extrema direita" e que o candidato "defende o extermínio de homossexuais, negros, pobres e índios, situação que discorda radicalmente".
O fato de Adélio ter à disposição quatro advogados também é algo que chamou a atenção dos órgãos de investigação, assim como a posse de quatro celulares e de notebook de última geração. Segundo a procuradora, a investigação está focando na análise de todos os possíveis contatos de Adélio que possibilitaram ele chegar a Juiz de Fora, permanecer na cidade e também ser defendido por escritório particular. Adélio disse que não foi contratado por ninguém nem recebeu qualquer tipo de auxílio para atacar Bolsonaro.
Com Agência Estado
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