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Ji-Paraná/RO - A Polícia Federal, deflagrou hoje (18/7) a 3ª Fase da Operação Piratas do Caribe, para desarticular o ramo internacional da organização criminosa composta por “coiotes”, responsáveis por promover a entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos.
A operação também possui Cooperação Jurídica das Bahamas e dos Estados Unidos, contando com o apoio da ICE – U.S. Immigration and Customs Enforcement. São realizadas duas prisões e três buscas no Brasil e no exterior.
Estima-se que a organização criminosa ora atingida movimentou nos últimos anos mais de 25 milhões de reais e envia por ano uma média de 150 adultos e 30 crianças e/ou adolescentes para tentar o ingresso ilegal nos EUA. No curso da investigação, foi ainda constatado que diversos brasileiros transportados pelo grupo acabaram morrendo enquanto tentavam a travessia, inclusive com suspeita de homicídios.
Nesta fase, a PF também busca mais elementos a respeito do desaparecimento de 12 brasileiros, em novembro de 2016, quando tentavam a travessia Bahamas/EUA, via oceano. Além disso, promove o sequestro de bens desses “coiotes” para ressarcir o dano causado às famílias das vítimas. Por fim, a operação deflagrada hoje visa prender um dos maiores responsáveis pelo envio ilegal de crianças e adolescentes aos Estados Unidos na prática do esquema criminoso denominado “Cai Cai”. O esquema consiste em promover o ingresso de adultos ilegalmente nos Estados Unidos, acompanhados de crianças ou adolescentes, para que assim não sejam imediatamente deportados.
Esta terceira fase da Operação Piratas do Caribe apresenta ainda duas novidades: é uma operação atualmente conduzida experimentalmente no ambiente de Inquérito Policial eletrônico (Sistema ePol); e é uma das primeiras envolvendo a prática do crime previsto no art. 232-A/CP (promoção da migração ilegal), que entrou em vigência final de 2017.
Entenda a Operação Piratas do Caribe
As investigações começaram a partir da notícia do desaparecimento de um brasileiro que teria tentado entrar ilegalmente nos Estados Unidos, com auxílio de “coiotes”, que intermediavam o transporte ilegal via Bahamas.
Antes de sair do Brasil, os imigrantes ficavam em algumas cidades com aeroportos internacionais de fácil acesso, aguardando a ordem de embarque para as Bahamas, que ocorria quando um determinado agente de imigração daquele país facilitava a entrada dos brasileiros. Uma vez nas Bahamas, os imigrantes aguardavam por vários dias para tentar fazer a travessia de barco e, assim, ingressarem clandestinamente nos Estados Unidos.
Além de todos os conhecidos riscos que envolvem a imigração ilegal para outros países, os “coiotes” escondiam os reais perigos envolvidos na travessia, como a passagem pela região do Triângulo da Bermudas, famosa pelo alto índice de tempestades, naufrágios e desaparecimento de embarcações e aeronaves.
Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia
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