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Enquanto alguns filhos de produtores saem da área rural para trabalhar e estudar na urbana, Douglas Júlio Sete, 27 anos e sua esposa, a bióloga Andressa Keila Almeida, de 22 anos, e o filho de 5 anos, fizeram o caminho inverso. Há dois anos, incentivados pelo Programa de Verticalização da Pequena Produção Agropecuária (Prove), eles retornaram para o campo com o objetivo de trabalhar com a produção de maracujá e industrialização na agroindústria da família.
Sete conta que no período que morou no centro urbano, em Ariquemes, ele e a esposa trabalhavam fora, porém, a renda não era suficiente para manter a família com segurança. Diante dessa realidade, começou a busca por um novo projeto.
Para a bióloga, os incentivos do governo de Rondônia para o homem do campo foram o ponto determinante para apoiar o marido e trocar a cidade pelo campo.
“Observei que foram implantadas várias agroindústrias familiar, e que elas estavam demonstrando a pujante vitalidade econômica para o produtor, e ainda gerando emprego e renda para outras pessoas”, citou Andressa ao falar da sua decisão de mudar para a área rural com o esposo.
Ao procurar a representação da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), em Ariquemes, em agosto de 2014, para assessorá-los no projeto de produção do maracujá, o técnico Robson Rodrigues apresentou um projeto piloto do governo estadual para implementação da cultura do maracujá, o que vinha ao encontro com os ideais do casal. Com a assessoria, fizeram empréstimo de R$ 22 mil por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e iniciaram os trabalhos.
De acordo com Robson Rodrigues, o maracujá é uma boa opção para o homem do campo, uma vez que o investimento é baixo e a plantação rende 12 safras durante quatro anos. Cada pé de maracujá produz três cargas de frutos por ano, chegando a uma caixa por pé, em cada carga, ou seja, três caixas por pé ao ano.
O jovem casal, Douglas e Andressa atualmente tem 480 pés de maracujá, em meio hectares na terra da família localizada na Linha C-35, em Ariquemes, onde produzem 450 quilos de polpa ao mês, gerando uma renda mensal de mais de R$ 5 mil.
A família também processa o produto na agroindústria que a família possui para comercializar na região. A maior parte da produção é comercializada para as escolas estaduais, por meio do Programa de Aquisição Alimentar (PAA) e a outra parte é vendida para os mercados.
EXPANSÃO
O projeto de implementação da cultura do maracujá, que é acompanhado pela Secretaria Regional de Planejamento e Gestão no Vale do Jamari, piloto em Ariquemes, foi apresentado pelo secretário Ezequias Miranda na reunião bimestral aos oito secretários regionais, realizada em Vilhena, nos dias 20 e 21 deste mês. Segundo Ezequias, o projeto será expandido às outras regiões.
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Fonte
Texto: Suelly David
Fotos: Suelly David
Secom - Governo de Rondônia
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