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O novo formato do atendimento hospitalar prestado pelas irmãs Marcelinas em Porto Velho começou a ser delineado nesta terça-feira (24). Os ajustes vão permitir que, dependendo do perfil, pacientes do Hospital e
Pronto-Socorro João Paulo II sejam transferidos para a unidade mantida pelas religiosas. As inovações ajudarão a desafogar o maior centro de atendimento emergencial da capital.
A irmã Rosane Ghedin, presidente da Casa de Saúde Santa Marcelina, que mantém um hospital em Porto Velho, veio de São Paulo para reforçar a parceria com o governo de Rondônia. A organização atua há 54 anos em parcerias públicas no país.
Com a experiência de quem tem cinco hospitais em São Paulo, a presidente Rosane Ghedin disse que pretende manter e ampliar os serviços em Rondônia. A religiosa disse ao governador Confúcio Moura que conhece os problemas da saúde pública no país.
A presidente da Casa de Saúde Santa Marcelina destacou no encontro, do qual participaram ainda o secretário de estado da Saúde Williames Pimentel e o secretário-chefe da Casa Civil Emerson Castro, que a receita para que a parceria continue sendo proveitosa e amplie seu alcance é a sintonia entre a organização e o governo estadual. “Sei que a saúde é cara e difícil. E que as necessidades são infinitas e os recursos são finitos”, declarou.
“A população reconhece o valor do trabalho realizado na área de saúde pelas irmãs Marcelinas”, disse o governador. Ele deixou claro que é possível avançar na parceria e reconheceu que isto pode ser feito aos poucos para que a adequação seja eficaz. Uma das propostas apresentadas é que a organização participe das chamadas públicas para oferecer seus serviços.
Para o secretário Pimentel, a parceria é importante para o estado, mas sugeriu que a organização das religiosas ofereça mais serviços na média e alta complexidade, uma vez que há avanços no atendimento primário.
Ao final do encontro, as partes concordaram que são necessários ajustes para que a parceria seja mais proveitosa. Uma das formas que serão discutidas imediatamente é a transferência regular de pacientes do Hospital João Paulo II para a conclusão do tratamento no hospital das irmãs marcelinas. Para que isto ocorra, será necessário flexibilizar o perfil dos pacientes atendidos pelas religiosas.
Com a disponibilidade de leitos no hospital das irmãs Marcelinas surgirão vagas para o atendimento de emergência no maior hospital e pronto-socorro da capital. Segundo a irmã Rosane, que estava acompanhada da diretora do hospital mantido pela entidade em Porto Velho, irmã Lina Maria Ambiel , as mudanças podem ser discutidas regularmente a fim de produzir os efeitos necessários.
Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino
Decom - Governo de Rondônia
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