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A enchente histórica de 2014 ainda faz parte da vida dos moradores da região do baixo rio Madeira. Alguns ribeirinhos não se recuperaram do impacto e adoeceram. O temor de que outro desastre aconteça foi exposto nesta quinta-feira (5), por uma comissão de lideres comunitários ao governador Confúcio Moura. Ficou definido que o atendimento aos pedidos será agilizado e eles terão uma sala, que centralizará a interlocução com os órgãos públicos.
Raimundo Moura, representante do distrito de Cujubim Grande, afirmou que a burocracia atrasa decisões importantes. As plantações feitas após a enchente do ano passado, segundo ele, estão perdidas e há dívidas a serem saldadas. Além disto, explicou, há outra enchente em andamento. Ao final do encontro, disse que o governador sempre foi solidário com os ribeirinhos e que manifestou apoio ao evitar que as lideranças sejam obrigadas a peregrinar em busca de soluções.
“Vocês escolherão uma pessoa que ficará responsável por receber os moradores com suas reivindicações e encaminhar para a solução”, anunciou o governador referindo-se à sala destinada aos ribeirinhos. O local servirá de base de articulações para as decisões dos órgãos públicos envolvidos. Ele espera dar mais agilidade as ações, ao mesmo tempo em que concentra as demandas num espaço único.
No distrito de São Carlos, segundo o representante Jonair Tavares, há casos de famílias que têm problemas com a própria subsistência pela falta de meios para obter renda e queixou-se das burocracia enfrentada para a liberação de empréstimos. Para estes casos, os ribeirinhos consideram viável a liberação de áreas para plantio na parte alta do distrito, onde não há risco de alagação. O governo do estado oferecerá equipamentos necessários para estas ações.
Rosan Rodrigues, morador do bairro Triângulo há 46 anos, falou em defesa dos vizinhos e também de famílias dos bairros Baixa da União, Areal e Mocambo. Segundo ele, há pessoas que não querem deixar a área sob risco de enchente, mas admitem se fixar na margem esquerda do rio Madeira. Rosan disse que estes não querem prédios e que preferem construir suas residências. Neste caso, será estudada a liberação formal de uma faixa de terras destinada a habitações para atender estas famílias.
Ao final da audiência, o grupo elogiou a forma como é recebido por Confúcio. “Ele nos respeita, sabe das nossas dificuldades e age rápido”, concluiu.
Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Bruno Corsino
Decom - Governo de Rondônia
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