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Data: 10/01/2018 Compartilhe esta notícia

Novos rumos – para viver melhor.  Confúcio Moura

Eu fico observando a quebradeira, em dominó,  dos nossos estados e municípios. E se comparado a uma empresa privada, creio que pediriam falência ou recuperação judicial.

No entanto, não tenho conhecimento no mundo,  que isto já tenha acontecido. Por certo, se bem pesquisado na literatura, encontre-se caso assemelhado. Quando os países “quebram” por guerras, catástrofes ou crises econômicas profundas, o caminho mais fácil encontrado é o do êxodo (refúgio) para outras regiões, enquanto, governantes sérios, tomam atitudes duras visando a recuperação dos seus países.

Agora, não vou fugir do assunto e ficar concentrado em nosso País.

Qual é a saída para um Estado totalmente inviabilizado? Eu não vejo outra alternativa, que não seja a das reformas e mudanças dos modelos atuais. Muitos governos flagelados buscam recursos e meios, que venham do próprio povo, porque nada une mais um povo, do que o infortúnio.

Porque a recuperação de um país ou de qualquer dos seus entes, depende, exclusivamente do seu povo. Não se pode esperar de outros países nenhuma generosidade, que não seja maior endividamento.

Já li que governos, mundo afora, pediram ao povo joias, bens pessoais, doações diversas para manter guerras ou outras dores. Por aqui, não dá para esperar o tempo para que cicatrizem as feridas do nosso retrocesso. Será necessário, um período de tempo, certo ou errado, que não pode ser longo, e mesmo sem a solidariedade completa do nosso povo, sejam iniciadas as mudanças necessárias para equilibrar a situação econômica de estados e municípios.

Pois, o que é uma nação, senão a soma dos seus entes federados? A União é um organismo, como o nosso. Se o dedão do pé dói, o corpo inteiro sofre. Para que o Estado seja saudável tudo deve estar em harmonia.

Quando se fala em recuperação judicial ou falência de uma empresa, ou se fecha a porta dela de uma vez ou se negocia a dívida por critérios rigorosos. Por aqui, vejo que não há outra saída que não seja uma mudança constitucional, onde os privilégios sejam cortados e todos os gastos públicos caibam dentro dos nossos orçamentos.

Não dá mais para se perder décadas, como já aconteceu em nossa história recente. Não dá. O momento é oportuno para os ajustes, basta que se aproveite a reforma iniciada pelo judiciário, com a reforma dos costumes, combater as práticas pervertidas da política brasileira, enquanto se ajusta a economia. Tudo deve caminhar junto.  Basta seguir os exemplos de países como a Polônia, Israel, Coréia do Sul, Chile, Vietnã, além de muitos outros.

 

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