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Mania Kids Ivon

Data: 19/01/2016 Compartilhe esta notícia

A DISTÂNCIA ENTRE DEUS E O HOMEM

Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. Provérbios 14:12.

Quando olhamos para o texto de Lucas 15:11-32, nos deparamos com uma das mais conhecidas passagens bíblicas. Trata-se do drama de três personagens distintos com caminhos ou trajetórias peculiares. O que queremos analisar aqui é justamente seus caminhos e destinos.

Parto de um pressuposto teológico de que Jesus conta essa parábola apontando, em primeiro lugar, para uma inversão de valores inaugurados pelo Reino de Deus em sua comparação com o reino dos homens. Isso ressalta o valor ontológico do “ser” no Seu Reino em detrimento do valor quase que absoluto do “ter”, e da aparência que move o reino dos homens.

Assim falamos considerando as duas parábolas que antecedem a parábola do pródigo, trata-se da parábola da ovelha e da dracma perdida. Na primeira parábola o desprendimento e a alegria do encontro só podem ser entendidos à luz do valor dado a ovelha enquanto “ser”.

Qual de nós arriscaríamos noventa e nove ovelhas para tentar salvar apenas uma que se desgarrou, colocando assim em risco noventa e nove em detrimento de apenas uma? Isso só pode ser compreendido na perspectiva do amor que, à medida que ama, se constitui também no valor do objeto de seu amor.

Alguém pode argumentar: Ele amava mais aquela do que as outras, e a segurança das outras? Não, ele as amava. Somente um amor que se importa com indivíduos, esta habilitado a amar multidões, nisto reside a segurança de todos. No Reino em que Deus é o pai nosso, o pão é pão nosso, a consciência que deve nos habitar é que o irmão é meu. Onde a pluralidade se abraça com a singularidade sendo pro individuo a coisa mais importante a família, e pra família a coisa mais importante é o individuo, e isto por amor.

E o amor tem seu fundamento existencial na verdade, de tal forma que o amor só pode se expressar enquanto amor, amando gente de verdade. E alguém só pode se considerar amado de fato, se deixar de lado as tangas, os disfarces, toda idealização mentirosa. É nessa relação verdadeira que o genuíno amor se expressa. Caso contrario, o que é amado não sou eu, mas a mentira em que me transformei, o self fake, enquanto o eu, morre por falta de amor. Agimos assim,pois nos julgamos desinteressantes, inadequados inamáveis tal como somos.

Mas, se Deus precisasse de alguma qualidade no homem como motivação para amá-lo, Ele não seria Amor, neste caso a gênese do amor estaria na qualidade humana, e não em Deus. Deus é amor e, por isso, ama. E o homem só pode se considerar amado de verdade se for homem de fato, com todas as implicações que isto acarreta.

Só assim podemos entender a relação de busca e alegria no encontro por parte de um Deus Santo em relação ao homem pecador e perdido, o Amor. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.

Em segundo lugar, Jesus nos concede uma evolução do entendimento sobre o “Pai nosso” que Ele veio nos revelar: como é o Pai; como Ele age; qual é o seu caráter; até onde Ele está disposto nesta relação com aqueles que Ele tem por filho? A partir dessas ideias, gostaríamos de pensar mais a respeito da parábola, começando com o Pai e depois pensaremos no caminho dos filhos.

Pensemos no pai da parábola tendo em mente que o pai em questão aponta para o “Pai nosso”, ou seja, Jesus tinha Deus o pai em sua mente. Onde o pai errou para produzir esses tipos de filhos? Que tipo de exemplo esse pai deu aos seus dois filhos? Será que ele era um pai ausente a ponto de produzir o desejo de fuga do filho mais novo? “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante.” Lucas 15:13a.

Será que ele era um gastador sem controle e um boêmio sem caráter, a tal ponto de influenciar seu caçula a viver desta maneira? “E lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Lucas 15:13b. Será ainda que o tal pai descrito por Jesus, era a tal ponto amargo e invejoso de tal forma que a amargura, como nos ensina a palavra de Deus, foi enraizada no coração de seu primogênito, com tanta força que o impedia a celebrar com o bem do próprio irmão mais novo? “Ele se indignou e não queria entrar.” Lucas 15:28a.

Se de fato cremos que Jesus tem como referência Seu próprio Pai celestial não podemos suscitar essa hipótese. Se considerarmos as atitudes do pai em questão descritas no texto não podemos sequer imaginar isto. Então como podemos explicar um Pai tão exemplar, ver seu exemplo fracassar na vida de seus filhos, como um leitor desavisado pode concluir a partir do texto?

É aqui que o texto requer um pouco mais de atenção e o conhecimento de uma regrinha básica de hermenêutica que nos faz sempre olhar para o contexto na interpretação de um texto. Quando olhamos para o público alvo de Jesus identificamos dois tipos distintos, mas que juntos, formam na realidade os dois lados de uma mesma moeda. Trata-se de pecadores flagrantes de um lado e homens de bem e religiosos do outro. “Aproximavam- se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo:Este recebe pecadores e come com eles”. Lucas 15:1 e 2.

O problema não está no testemunho do pai, como foi dito anteriormente. O problema é que ambos os filhos, assim como seu publico, fazem parte do mesmo construto, a raça humana rebelde, são na verdade faces da mesma moeda caída e sem valor. Trata-se de homens caídos, e homens caídos não podem ter sua condição mudada pelo exemplo de ninguém, nem mesmo pelo exemplo de Deus.

Se Cristo fosse apenas nosso exemplo, como muitos querem fazer dele, ainda permaneceríamos nos nossos pecados. Cristo em nós é a esperança de nossa glória. Caso contrário, o que nos restaria é sermos feitos duas vezes mais filhos do inferno que os fariseus e os escribas no auditório de Jesus. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Mateus 23:15.

Atentemos agora para o caminho do caçula. Um jovem prepotente, teomaníaco, sem afeto pelo pai, cheio de direitos e avesso à comunhão. Sendo deus da própria existência como um ser auto-criado e auto-suficiente, segue seu caminho até ser jogado na vala pela vida, descobrindo da pior maneira possível sua incompetência para administrar as crises que dela advém. Este somos nós todos.

Esgotado financeiramente e emocionalmente, a única coisa que lhe restava era tentar salvar a própria vida. Para isto busca ajuda de um cidadão daquela terra e nem pensa na casa do pai. Seu semelhante não pode ajudá-lo, pois carece da mesma ajuda. Difere-se do esgotado apenas por estar em um ponto da estrada da vida que aquele já trilhou, mas que um dia também este o experimentará. O que resta ao moço é a indignidade de uma situação inferior a dos porcos e em seguida a morte, destino daquele caminho que um dia lhe pareceu direito.

Alguém poderia concluir. “Que caminho trágico tomou este menino. Por que não tomou o caminho do irmão mais velho? Aquele sim é o caminho direito, rapaz trabalhador, centrado, responsável, moral, exemplo para as pessoas.” Será? Pensemos em seu caminho e onde ele o leva. A que distância está um filho de seu pai, quando não se sente a vontade para abrir a geladeira da própria casa? “Nunca me deste um cabrito para me alegrar com meus amigos.”

Se repararmos bem, a distância é a mesma que existe entre um pai e um patrão. Enquanto a identidade do caçula se dilui com sua vida supostamente promíscua, a moral do filho que ficou, foi capaz de diluir sua condição de filho em uma condição de empregado. Exatamente o mesmo destino ou mesma conclusão que o caçula chegou. “Trata-me como um dos teus trabalhadores”.

Quando olhamos atentamente para o filho da moralidade, vemos alguém cheio de direitos. Mesmo caminho trilhado pelo caçula que dizia: “Dá-me a parte dos bens que me cabe”. Vemos no filho do exemplo humano o mesmo coração de funcionário, destino e conclusão da penúltima estação que o caminho do caçula o levou, com um agravante, a soberba de quem pensa fazer tudo certo.

Um olhar desatento pode julgar que ambos tomaram caminhos distintos. Numa perspectiva humana pode até ser, mas fica evidente a fraude quando observamos que um destino é comum aos dois. Diluídos da condição de filho o que resta é a condição de empregado. Porém, enquanto um filho de verdade vive do amor do Pai, por amor ao Pai. Os filhos da parábola vivem como empregados mediados pelo mérito próprio e pela dívida ao “patrão”. É a esta distância que muita gente experimenta em sua relação com Deus.

O mérito é, portanto, a base que sustenta a relação dos dois em direção ao Pai. Enquanto um vive do mérito que não tem “Já não sou digno de ser chamado seu filho”, o outro vive do mérito que julga ter “Há quanto tempo te sirvo sem chamais desobedecer uma de tuas ordens”. Os dois compartilham a mesma estação final.

Apesar da parábola ter uma relação estreita com judeus e os gentios, é também uma parábola sobre cada um de nós. Todos nós nos afastamos de Deus, o Pai, como profetizou Isaías: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu próprio caminho.” Isaías 53:6a. Fica evidente que a distância que percorremos não foi uma distância moral apenas, como se disséssemos: “Deus fala a verdade, então é só eu não mentir que estarei próximo a Ele”.

Não. A distância entre o homem caído e Deus é uma distância ontológica e antagônica. Como Deus e o diabo, a luz e as trevas, o bem e o mal. E isto, não pode ser resolvido com os disfarces da religião da moralidade, ainda que a moral tenha seu valor e importância. Pensar assim é fazer de Deus um idiota, ignorante e sádico, que em vez de educar os homens, opta por sacrificar seu filho sem necessidade. Tendo em vista que a única coisa que o homem precisava era na verdade, uma boa porção de frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal, do certo e do errado.

Não, não é simples assim. É tão grande a distância entre o homem que se afastou do Deus, que é a Vida, que não importa a situação em que ele trilhe pela estrada da sua existência, seu destino será sempre não existir, será sempre a morte. Somente Deus pode transpor esta distância. E isto é tão verdade que os evangelhos nos mostram o único Deus indo a tal ponto para resgatar o homem, que precisou se tornar homem e morrer.

A Vida Gloriosa experimentou a morte infame para juntamente com Jesus, o Cristo, matar o infame pecador na cruz, fazendo dele uma nova criatura na ressurreição de Jesus. E isto para dar ao infame a identidade e a glória de ser filho, um filho de Deus, herdeiro e co-herdeiro com Cristo . Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 2 Coríntios 5:19.

Quando negociamos esta palavra nos tornamos inimigo de Deus, que ama os homens, e inimigos dos homens que, sem o evangelho, jamais poderão amar a Deus como um Pai e viver como filhos amados de Deus. Que Deus tenha misericórdia de nós, e nos de a coragem de anunciar o único poder, capaz de nos trazer de volta. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Romanos 1:16.

Na graça bruta daquele que se fez perto.

Alexandre Chaves

Data: 19/01/2016 Compartilhe esta notícia
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