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Data: 11/10/2014 Compartilhe esta notícia

A NATUREZA TERRENA E A TENTAÇÃO

Por: Glenio Fonseca Paranaguá 
12/10/2014

 

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. 1Co 10:13.

Continuamos na nossa conversa com a jovem universitária que quer saber com mais exatidão como o pecado entrou na raça humana e a diferença entre o velho homem e a natureza terrena. Esta jovem ficou muito interessada com a abordagem que fizemos a respeito deste assunto e procurou-nos para levantar algumas questões.

No estudo anterior caminhamos com alguns questionamentos apresentados, e hoje, vamos continuar com as suas indagações. Antes porém, preciso fazer uma rápida revisão de alguns tópicos para não ficarmos por fora do assunto.

Deus não foi obrigado a criar o ser humano. Para ser uma pessoa é necessário que esse ente tenha inteligência, emoções e vontade. Alguém, com vontade, pode decidir não querer ser aquilo para quê foi criado. A rebeldia da criatura estava prevista na criação. Se houvesse outra forma de criar sem o risco da queda, Deus teria feito. O ser humano foi criado reto, mas por causa de sua vontade e de um tentador, resolveu rebelar-se.

Adão foi criado com uma natureza terrena pura, bem como a sua vontade livre. Ele poderia crer na palavra de Deus e não crer. Os nossos primeiros pais foram os únicos que tiveram livre-arbítrio. Mas, por causa de uma inconformidade íntima em ser o que não eram, caíram naquilo que a Bíblia denomina - errar o alvo.

Daí para a frente a natureza física entrou em decadência e a raça humana foi à lona, contaminando-se pela queda, tanto em sua condição de natureza terrena sujeita ao pecado e a morte, como também herdou um princípio espiritual rebelde chamado de velho homem, o escravo visceral do pecado. Somos uma raça caída e escrava do pecado.

Cristo ao se encarnar no Jesus histórico veio sujeito a um mundo caído. Apesar de não ser portador do velho homem, uma vez que não foi gerado de espermatozóide, Ele tinha uma natureza terrena proveniente de matéria sujeita à queda. Jesus foi um homem 100% homem, exceto no pecado. Ele viveu aqui como homem dependendo 100% do Pai.

Cristo Jesus era um homem integral sem o pecado de Adão, embora sofresse todas as tentações que qualquer pecador humano sofre. Ele não viveu aqui apoiado em sua natureza Divina, pois, havia se esvaziado de sua glória. Viveu assim, confiando no Pai até à cruz, quando as duas naturezas unidas cumpriram o papel da redenção.

Na cruz, Jesus como o homem, sem pecado, expia os nossos pecados pelo seu sangue e Cristo, o Deus de misericórdia, assume o nosso velho homem e o crucifica junto com Ele no mesmo sacrifício. Ele, que não conhecia pecado, se fez pecado por nós.

Cristo Jesus pagou o nosso débito como pecadores e crucificou o escravo do pecado que nos mantém dominados pelo pecado, mas não crucificou a nossa natureza terrena. E assim como Jesus tinha uma natureza terrena carente do Pai, nós também.

Foi aqui que a jovem aluna disse: estou começado a entender. E nós paramos no estudo anterior, neste ponto. Mas ela ainda queria fazer algumas perguntas.

- Você disse que a natureza terrena de Jesus era igual à nossa, com exceção do pecado. Como Ele não foi gerado do espermatozóide adâmico não era um pecador. Mas, sendo gerado num óvulo de um mundo caído, Ele poderia pecar?

- Sim. Assim como Adão, Ele podia pecar e não pecar. Ainda que, do ponto de vista material, Adão estivesse mais habilitado para não pecar do que Jesus, pois, Adão foi feito de matéria incontaminada, porém, do ponto de vista espiritual, Jesus tinha uma origem paterna mais adequada que o fazia depender do Pai, mesmo num corpo sujeito à queda, podendo pecar e não pecar.

- O que você está dizendo é que Jesus, por ter sido gerado por Deus foi mais habilitado para não pecar do que Adão para pecar?

- Não. Adão foi feito de matéria sem pecado. Ele não foi gerado por Deus, isto é verdade. Mas ele tinha opção de comer o fruto da Árvore da Vida e tornar-se um filho de Deus, pela fé na Palavra. Jesus foi gerado por Deus através de óvulo caído e tinha a opção de crer ou não crer na Palavra de Deus. Um foi criado num mundo puro e o outro foi gerado numa matéria contaminada e ambos podiam escolher viver pela fé.

- Quer dizer que a geração de Jesus num mundo caído não é mais vantajosa do que a criação de Adão num mundo sem pecado?

- A criação divina, num mundo sem pecado, tem o mesmo peso da geração, num mundo caído. A questão básica foi: a criatura rebelou-se contra o Criador, mas o filho preferiu depender do Pai. Adão uma criatura perfeita não aceitou ser só a criatura, mas quis ser o Criador, enquanto, Jesus, o filho da carne humana caída, se deleitou em ser o filho de Deus, dependente 100% da suficiência de Seu Pai.

- Não sei se estou captando tudo. Adão como criatura perfeita poderia pecar e não pecar. Ele poderia ter comido da Árvore da Vida e, neste caso, teria se tornado em filho de Deus por opção, pois teria recebido a vida eterna. Cristo, porém, filho de Deus, foi gerado filho do Homem em matéria caída, podendo pecar e não pecar. Quando Jesus decidiu depender 100% da suficiência do Pai, Ele venceu todo tipo de tentação em seu corpo, sujeito ao pecado, e, além disso, venceu a condenação do pecado quando decidiu, Ele mesmo, ir à cruz, levando consigo tanto os pecados dos pecadores como o velho homem do Seu povo?

- Sim. Você está entendendo perfeitamente. Só um homem como nós, porém, sem a natureza adâmica, isto é, sem o velho homem poderia nos justificar por meio do seu sangue incontaminado, como, também, o Deus misericordioso, na mesma pessoa poderia crucificar o nosso velho homem juntamente com Ele.

- O que você está querendo me dizer é que Cristo Jesus era, igualmente, o Deus de misericórdia e o homem sem pecado assumindo os pecados dos pecadores, bem como, crucificando o velho homem de cada ser humano?

- Em parte. Cristo Jesus é ao mesmo tempo Deus de misericórdia e homem sem pecado a serviço da salvação em favor de Suas ovelhas.

- Que história é esta? Em favor de Suas ovelhas! A salvação de Deus não é em favor de todos? Ele não quer salvar a todos?

- Vamos por parte. Isto nos tira do nosso assunto, mas vamos tentar dar uma resposta. O que você acha? Deus pode fazer tudo o que Ele quiser?

- Certamente. Se Ele for onipotente, tudo que Ele quiser, Ele pode fazer.

- Então, por que nem todas as pessoas são salvas? É porque Ele não pode?

- Não. Deus pode tudo. Agora você me embaraçou. Se Ele pode tudo e nem todos são salvos, isto não é porque nem todos o buscam e o querem?

- Veja: como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.Romanos 3:10-12. Se for assim, quem é que busca a Deus? Será que não é Deus quem busca o ser humano? E, se for Deus quem busca, por que nem todos são salvos? Por que Ele não pode?

- Ok! Eu sei que nós saímos do nosso assunto. Mas, a salvação de Deus não é para todos. A Bíblia não diz que Ele quer que todos sejam salvos?

- Sim. A salvação de Deus é em benefício de todos os que crêem. Mas, nem todos crêem. Logo, os que crêem são as Suas ovelhas por quem Ele morreu.

- Então, só os que crêem são as Suas ovelhas? Ele só morreu por elas?

- Exatamente isso. Jesus disse: eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. João 10:11. Cristo Jesus se deu em benefício de Suas ovelhas.

- Ok. Mas aqui Ele não está discriminando nenhum tipo de ovelha.

- É verdade. Observe, entretanto, este outro texto em que Jesus está dando a resposta a um questionamento: mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. João 10:26. A Bíblia tem que ser vista no todo. O sacrifício de Cristo Jesus é suficiente para todos, mas só é eficiente ao que crê e a fé não é de todos.

- Quer dizer: se alguém não crer é porque não é ovelha?

- É isso aí. Veja como Jesus se expressa sobre isso: Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.João 10:14-15. Ele não disse que daria Sua vida para que elas se tornassem Suas ovelhas, mas porque eram Suas ovelhas. Elas o conhecem a partir do Seu conhecimento delas.

- Uhau! Então, o sacrifício de Cristo Jesus é só em favor das Suas ovelhas?

- Perfeitamente. Ele disse ter ovelhas entre o povo Judeu e fora dele: Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. João 10:16-17. A salvação de Cristo atinge a todas as Suas ovelhas em todos os lugares em qualquer tempo.

- Insistindo. Quer dizer que Cristo deu a Sua vida na cruz

- por Suas ovelhas?

- É assim que creio. Nós, os crentes, éramos outrora Suas ovelhas dispersas, mas, agora somos as Suas ovelhinhas alcançadas por Sua graça. Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, fostes convertidos ao Pastor e Bispo da vossa alma.1 Pedro 2:25. Toda a nossa salvação vem dEle, é feita por Ele e redunda para a glória dEle. Foi por isso que Ele levou os pecados de Suas ovelhas e crucificou o velho homem de cada uma delas para que elas dependessem só dEle.

- Você quer voltar ao assunto, não é? Então, se o velho homem foi crucificado com Cristo, por que a nova criatura ainda está sujeita ao pecado?

- Recorde que Jesus não era portador do velho homem, mas possuía uma natureza terrena sujeita à tentação e ao pecado, mas Ele nunca pecou porque viveu aqui em dependência total do Pai. Do mesmo modo Ele nos quer na dependência total da Trindade. Só uma pessoa com uma natureza fraca pode recorrer ao poder de Deus.

- Você quer dizer que essa nossa natureza caída é a nossa escola diária de confiança em Cristo? Se eu fosse salva e completamente liberta dessa natureza caída estaria em perigo de me achar autossuficiente?

- Com toda certeza. Aí de mim! sem as tentações, pois, nesse caso, eu estarei tentado a viver por conta própria. Gosto muito desse pensamento do arcebispo de Paris François Fenelon: “as tentações são limas que nos livram de grande parte da ferrugem da nossa autoconfiança.” É a minha natureza caída que me mantém completamente à mercê da suficiente graça. E acredito piamente que Jesus também viveu aqui na terra com essa mesma condição de dependência. Termino com Donald MacDonald: “nada conduz tanto à verdadeira humildade como a tentação. Ela nos ensina como somos fracos". E quando eu sou totalmente fraco, é aí que estou habilitado a depender do inteiramente do poder de Deus. Amém.

Data: 11/10/2014 Compartilhe esta notícia
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